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Abordagem corporal na clínica Junguiana

  • Foto do escritor: Brunna Oliveira
    Brunna Oliveira
  • 15 de ago. de 2020
  • 2 min de leitura

Jung diz que o corpo é o adensamento da psique, havendo uma comunicação entre esses dois canais. Existe algo no corpo que é energético, gestual e simbólico, pois se relaciona em continuidade com a psique e permite observação e interpretação de sensações.

Desta forma, o corpo e a mente são duas faces da mesma moeda, onde é possível trabalhar na psique e ter resultados na totalidade do corpo e vice-versa. Isso surge como uma fonte de questionamento importante, pois ajuda a entender as coisas que acontecem, os medos, os gestos e como nos portamos, para assim chegar a algo do conflito que está exposto naquela ação.


Essa questão não só revela uma ligação com as imagens, mas o deixar-se afetar por essas imagens e símbolos criados perante o corpo, o quanto alguns sentimentos afetam e que é possível aprender a lidar com ele e fazer suas modulações.


Ao pensar nessa perspectiva psicoterapêutica, o corpo precisa ser retirado de uma noção de sombra, para ser ressignificado e utilizado de forma a ser protagonista, parte da peça teatral que envolve nossas questões psíquicas e vivências, e tornar-se uma relação de presença e atuação constante, porque também permite acesso a questões que seriam de maior dificuldade de lidar (ao pensar em uma perspectiva psíquica).


“A vida pede passagem”, portanto, os corporalismos também auxiliam no estar, viver e reconhecer seu próprio corpo e o do outro, reconhecendo também as limitações que isso traz e as questões importantes que o acompanham, atentando o paciente a estar presente nas situações a que deve e está presente, e o que é preciso fazer de diferente para que a integração corporal e psíquica se instaure.

 
 
 

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